Automação do suporte de TI: o que é, benefícios e como implementar

hero image
Participe do IT Pulse

Receba as últimas notícias do mundo da TI uma vez por semana (conteúdo em inglês).

Grande parte do trabalho do service desk segue padrões repetíveis, o que significa que muitas atividades de suporte são boas candidatas à automação de suporte de TI. Mas qual é a melhor forma de abordar isso?

O sucesso a longo prazo depende da construção de fluxos de trabalho confiáveis, regras de roteamento e recursos de conhecimento. Isso dá aos técnicos mais tempo para se concentrar em troubleshooting, Gerenciamento de Problemas e tarefas de suporte que exigem julgamento humano.

Neste artigo, você encontrará uma definição clara, casos de uso comuns, etapas práticas e os desafios típicos da adoção, além de uma visão geral dos tipos de ferramentas que suportam a automação em operações de suporte de TI. O InvGate Service Management também será apresentado como uma solução para empresas que buscam automatizar seus processos de suporte.

Key takeaways

  • Automação do suporte de TI não é chatbot de e-commerce: é a aplicação de regras, fluxos de trabalho e IA para eliminar trabalho manual no service desk e no ITSM.
  • Os processos com maior retorno imediato são roteamento de chamados, redefinição de senha, onboarding/offboarding e alertas de SLA.
  • A automação começa com regras simples e evolui para fluxos de trabalho com múltiplas etapas e recursos de IA.
  • Medir o impacto com KPIs como volume de chamados por agente, tempo médio de resolução e taxa de resolução no primeiro contato é parte do processo.
  • O InvGate Service Management oferece um construtor de fluxos de trabalho no-code que permite configurar automações sem precisar de desenvolvimento.

 

O que é automação do suporte de TI?

Automação do suporte de TI refere-se ao uso de tecnologia, geralmente uma solução ITSM, para executar tarefas e processos sem intervenção humana, com foco em aumentar a eficiência das operações de suporte de TI. Esse contexto é importante: não estamos falando de chatbots de e-commerce nem de plataformas de atendimento ao cliente B2C. Estamos falando da automatização do service desk corporativo: roteamento de chamados, fluxos de aprovação, monitoramento de SLA, onboarding de colaboradores, Gerenciamento de Incidentes.

A confusão acontece porque o termo "automação do suporte" circula em contextos muito diferentes no Brasil. Uma empresa de varejo usa automação de suporte para responder clientes no WhatsApp. Uma equipe de TI usa automação do suporte para garantir que um chamado crítico seja escalado antes de violar o SLA. Os dois usam automação, mas os processos, as ferramentas e os objetivos são completamente distintos.

Este guia tratará da automatização de processos de TI corporativos, com foco em equipes de service desk, ITSM e ESM.

Automação do suporte de TI vs. Automação do atendimento ao cliente

A distinção parece óbvia, mas na prática gera muita confusão, especialmente na hora de pesquisar ferramentas e comparar soluções.

Automação do atendimento ao cliente, o que muita gente encontra ao pesquisar "automação do suporte" no Brasil, foca em interações entre empresas e seus clientes externos. O objetivo é responder dúvidas de consumidores, processar pedidos, resolver reclamações de e-commerce, reduzir filas em SAC. As ferramentas típicas são plataformas de CRM, chatbots de conversação e sistemas de atendimento omnichannel orientados ao consumidor final.

A automação do suporte de TI opera em um contexto completamente diferente: trata-se de automatizar os processos internos que mantêm a infraestrutura de TI funcionando e os colaboradores produtivos. Os fluxos envolvem roteamento e priorização de chamados, alertas e escalonamento de SLA, fluxos de aprovação para mudanças, onboarding e offboarding de usuários, provisionamento de acessos, Gerenciamento de Incidentes e solicitações de serviço.

Em resumo: automação no atendimento ao cliente resolve problemas de consumidores externos. Automação de suporte de TI resolve problemas de quem gerencia os serviços de tecnologia dentro da organização. Ambas usam automação, mas o contexto, as ferramentas e os processos não têm muito em comum.

Automação baseada em regras vs. IA no suporte de TI

A automação de suporte de TI não é um conceito único. Existem dois mecanismos principais que funcionam de forma complementar.

A automação baseada em regras segue lógica predefinida: quando uma condição é atendida, o sistema executa uma ação específica. É consistente e previsível, mas limitada à lógica configurada com antecedência. Exemplos típicos: "se o chamado tem prioridade crítica e está sem resposta após 30 minutos, escalar para o gerente" ou "se o assunto do e-mail contém 'alerta de indisponibilidade', categorizar como incidente crítico e adicionar um observador."

A IA no suporte de TI introduz um mecanismo diferente. Em vez de regras fixas, trabalha por inferência, classificando chamados sem correspondência exata, sugerindo respostas com base em padrões históricos, ou identificando riscos que não foram explicitamente definidos. Isso é útil onde a variabilidade torna difícil escrever regras.

As duas abordagens são complementares: a automação baseada em regras resolve bem o trabalho repetitivo e de alto volume. A IA agrega valor onde a variabilidade dificulta a criação de regras. Plataformas ITSM como o InvGate Service Management combinam os dois: automação baseada em regras para ganhos rápidos, um construtor de fluxos de trabalho no-code para orquestração de processos, e recursos de IA para sugestões, triagem e criação de conhecimento.

Por que automatizar os processos de suporte de TI?

As equipes de TI enfrentam um problema estrutural: o volume de chamados cresce, as expectativas de tempo de resposta aumentam e a pressão para manter a qualidade do serviço é constante sem que o tamanho das equipes cresça na mesma proporção. Trabalhar só com intervenção manual chega a um limite.

A automação oferece uma saída prática. Esses são os principais benefícios que as equipes costumam observar:

  • Menos esforço manual em tarefas repetitivas. Redefinições de senha, roteamento de chamados, notificações de status, processos que consomem tempo dos agentes sem exigir julgamento humano passam a ser executados automaticamente. Isso libera a equipe para focar em problemas que realmente exigem atenção especializada.

  • Maior consistência no atendimento. Quando um processo é executado por regras, ele sempre segue os mesmos passos. Não há variação dependendo de quem está de plantão, do humor do dia ou da experiência do agente. O chamado crítico sempre é escalado. O novo colaborador sempre recebe o equipamento e os acessos no prazo.

  • Tempos de resposta e resolução mais rápidos. A automação elimina gargalos que existem porque alguém precisa lembrar de fazer algo. O chamado é atribuído imediatamente. O alerta de SLA é disparado antes que o prazo expire. O fluxo de aprovação avança sem depender de alguém verificar a fila manualmente.

  • Melhor visibilidade via alertas e relatórios automáticos. Em vez de esperar por relatórios gerados manualmente, gestores recebem snapshots programados de volumes de chamados, conformidade de SLA e satisfação dos usuários, sem nenhuma intervenção adicional.

  • Melhor aproveitamento do tempo dos agentes para problemas complexos. Com o trabalho repetitivo automatizado, os profissionais de TI podem se concentrar em incidentes e problemas que realmente exigem diagnóstico técnico, criatividade e experiência. O resultado é uma equipe mais satisfeita e um service desk com mais capacidade de resolver o que importa.

Quais processos de TI automatizar primeiro?

Não é necessário automatizar tudo de uma vez. O ponto de partida mais eficiente é identificar os processos com maior volume e menor variabilidade, aqueles que se repetem da mesma forma dezenas ou centenas de vezes por semana. Esses são os candidatos com maior retorno imediato.

1. Roteamento e priorização de chamados. Cada chamado que chega ao service desk precisa ir para a equipe certa, com a prioridade correta. Fazer isso manualmente consome tempo e gera inconsistências. Com regras de automação, chamados são atribuídos automaticamente com base em categoria, aplicação afetada, localização do usuário ou qualquer outro critério relevante. O escalonamento também pode ser automatizado: se o chamado fica sem resposta por tempo determinado, sobe de nível sem intervenção humana. Para ver ideias concretas de como configurar isso, confira as ideias de automação para aplicar no service desk.

2. Redefinição de senha e solicitações de acesso. São os chamados mais frequentes em praticamente todo service desk corporativo. Automatizar redefinições de senha e solicitações básicas de acesso, com os fluxos de aprovação necessários, reduz o volume de chamados de nível 1 e devolve tempo para os agentes.

3. Onboarding e offboarding de colaboradores. São processos que envolvem múltiplas equipes (RH, TI, facilities), múltiplas etapas e prazos definidos. Sem automação, é fácil esquecer uma etapa ou atrasar a entrega de equipamentos e acessos. Com um fluxo de trabalho automatizado, cada equipe recebe suas tarefas automaticamente, na sequência certa, com visibilidade total do progresso.

4. Alertas de SLA e escalonamento. Em vez de monitorar manualmente a fila para identificar chamados em risco, configure ações automáticas que disparam quando um percentual do SLA é consumido, notificação ao gerente, reatribuição do chamado, mudança de prioridade. A intervenção acontece antes da violação, não depois.

5. Relatórios automáticos. Dashboards de volume de chamados, conformidade de SLA e satisfação dos usuários podem ser gerados e enviados automaticamente para gestores e stakeholders, em periodicidade definida. Nenhuma intervenção manual necessária.

Como automatizar o suporte de TI com o InvGate Service Management

O InvGate Service Management foi desenvolvido para que equipes de TI possam configurar e manter automações sem depender de desenvolvedores ou consultores externos. A abordagem é no-code: workflows, regras de automação e integrações são configurados por meio de interfaces visuais, não por scripts ou código.

Existem dois mecanismos principais de automação no InvGate Service Management, e eles operam de formas complementares.

Os fluxos de trabalho (acessíveis em Configurações > Solicitações > Processos) permitem modelar processos completos com múltiplas etapas, aprovações condicionais, ramificações e ações em sistemas externos. São o mecanismo certo para processos como onboarding, offboarding, Gestão de Mudanças e qualquer fluxo que envolva mais de uma equipe e mais de uma etapa sequencial. O construtor usa uma interface de arrastar e soltar com blocos reutilizáveis, qualquer pessoa com as permissões necessárias pode criar ou modificar um fluxo.

As automações no InvGate Service Management (acessíveis em Configurações > Solicitações > Automatizações) operam com lógica de evento-condição-ação: quando um evento ocorre e certas condições são atendidas, uma ou mais ações são executadas automaticamente. São o mecanismo certo para regras simples e de alto volume: roteamento de chamados, alertas de SLA, notificações automáticas, mudanças de categoria ou prioridade.

A combinação dos dois mecanismos, fluxos de trabalho para processos complexos e automações para regras simples, cobre a maior parte do que uma equipe de TI corporativa precisa automatizar.

Quer ver tudo isso funcionando na prática? Solicite uma demo do InvGate Service Management.

Automação de chamados e roteamento

O roteamento manual de chamados é um dos principais causadores de atrasos e inconsistências no service desk. Quando cada chamado precisa que alguém decida para qual equipe vai, surgem erros, filas desequilibradas e chamados esquecidos.

No InvGate Service Management, as regras de roteamento são configuradas em Configurações > Solicitações > Automatizações. Para criar uma nova regra, clique em Adicionar e preencha os campos Nome, Descrição e Evento, que define o gatilho da automação. Em seguida, defina as Condições (por exemplo, categoria do chamado, aplicação afetada, localização do usuário) e as Ações que serão executadas quando as condições forem atendidas.

Um exemplo concreto: se um e-mail com "alerta de indisponibilidade" no assunto chegar ao service desk, a automação pode categorizar o chamado como incidente crítico, alterar a prioridade para crítica e adicionar um observador automaticamente, tudo sem intervenção humana.

Para escalonamento baseado em SLA, as ações podem ser configuradas em Configurações > Solicitações > SLAs. Em cada regra de SLA, é possível definir ações que disparam automaticamente quando um percentual do tempo é consumido: enviar notificação ao responsável, reatribuir o chamado, mudar a prioridade ou acionar um fluxo de aprovação. O IGSM também conta com o recurso de Smart Escalation no AI Hub (Configurações > AI Hub > Assistência ao Agente), que analisa o progresso de cada chamado em relação ao histórico de chamados similares e sugere escalonamento antes que o SLA expire.

Os métodos de atribuição dentro de cada help desk podem ser configurados como round-robin, baseado em carga de trabalho, seleção livre ou atribuição pelo gestor, dependendo de como a equipe prefere gerenciar o trabalho recebido.

Fluxos de trabalho automatizados para onboarding e offboarding

Onboarding e offboarding são dois dos processos mais beneficiados pela automação no ambiente corporativo. Ambos envolvem múltiplas equipes, múltiplas etapas com dependências entre si e prazos definidos. Sem automação, é comum que etapas sejam esquecidas, atrasos aconteçam e não haja visibilidade clara do progresso.

O InvGate Service Management inclui templates prontos para ambos os processos. Para acessar, faça login com perfil de administrador e acesse Configurações > Solicitações > Processos. Selecione o template Employee Onboarding ou Employee Offboarding na lista e clique em Usar template para abri-lo no Editor de Diagrama.

  • Onboarding: o fluxo começa com um formulário de início que captura os dados necessários, tipo de contratação, gestor responsável, localização, cargo. A partir daí, o workflow coordena automaticamente as tarefas de RH (coleta de documentos, autorização), de TI (criação de contas, setup de e-mail, provisionamento de equipamento) e de outras equipes envolvidas. Cada equipe vê apenas as tarefas que lhe cabem, e o progresso é visível de ponta a ponta. Aprovações, como a autorização de RH antes de provisionar acessos, são first-class stages no fluxo: o processo só avança quando a aprovação é concluída, garantindo governança sem depender de verificação manual.

  • Offboarding: o fluxo cobre as etapas críticas de saída, entrevista de desligamento, revogação de acessos físicos e digitais, devolução de equipamentos e documentação do processo. A etapa de desativação de contas usa subfluxos para criar automaticamente chamados nas equipes responsáveis: desativação de contas de rede e domínio, revogação de acessos a sistemas e aplicações. Após a devolução dos equipamentos, o status dos ativos é atualizado no sistema. Um e-mail automático é enviado ao gestor do colaborador confirmando que o offboarding foi concluído.

Os conectores de ações integrados (Built-in Action Connectors) disponíveis no builder permitem conectar esses fluxos a ferramentas externas, como Microsoft Entra ID, Okta, Google Workspace, Outlook Calendar, sem precisar configurar integrações customizadas via API. As ações em sistemas externos fazem parte do próprio fluxo, definidas no mesmo lugar que aprovações, condições e roteamento.

Autoatendimento e IA no service desk

Uma parte significativa dos chamados que chegam ao service desk não exige intervenção de um agente humano. São redefinições de senha, consultas sobre status de chamados, solicitações de acesso padrão, perguntas frequentes sobre benefícios ou processos internos. O portal de autoatendimento de TI é o mecanismo que permite que os próprios usuários resolvam essas demandas sem criar um chamado.

No InvGate Service Management, o portal de autoatendimento conecta-se diretamente ao catálogo de serviços e à base de conhecimento. Os usuários acessam um único ponto para enviar chamados, consultar o status de solicitações existentes e buscar respostas na base de conhecimento, tudo sem precisar contatar um agente.

O Agente Virtual de Serviço (VSA) adiciona uma camada conversacional a essa experiência. Está disponível no próprio portal de autoatendimento, no Microsoft Teams e no WhatsApp. Ele interpreta linguagem natural, conecta-se à base de conhecimento existente e ao histórico de chamados resolvidos, e responde às perguntas dos usuários sem exigir treinamento ou configuração inicial complexa. Quando a base de conhecimento não é suficiente para resolver o problema, o VSA cria um chamado e passa o contexto completo da conversa para o agente humano sem que o usuário precise repetir informações.

O AI Hub do InvGate Service Management centraliza os recursos de IA disponíveis para agentes e administradores. As principais funcionalidades incluem:

  • Triagem inteligente: o AI Hub analisa cada chamado recebido e sugere categoria, prioridade e vínculo com incidentes maiores com base no conteúdo do chamado, não em padrões históricos de modelos legados, mas no texto real da solicitação.
  • Escalonamento inteligente: monitora o progresso dos chamados em relação ao histórico de chamados similares e sugere escalonamento quando um SLA está em risco, antes que o prazo expire. Configurável em Configurações > AI Hub > Assistência ao Agente.
  • Respostas melhoradas por IA: recurso de escrita assistida que ajuda agentes a refinar respostas diretamente no editor de comentários do chamado, ajustando clareza, tom e estrutura sem precisar sair da interface.
  • Descoberta de conhecimento: analisa chamados resolvidos, identifica padrões de conhecimento e gera snippets de conhecimento para alimentar o VSA e as recomendações de solução, mantendo a base de conhecimento atualizada sem esforço manual adicional.

Para ativar os recursos de IA, acesse Configurações > AI Hub e use os toggles para habilitar cada funcionalidade, Sugestões de artigos, resumos de base de conhecimento, respostas geradas por IA e Smart Escalation.

Como medir o impacto da automação do suporte de TI

Implementar automação sem medir os resultados é construir sem referência. Os KPIs abaixo são os mais relevantes para avaliar se a automação está gerando impacto real no service desk:

  • Tendência de volume de chamados. Com o autoatendimento e as automações de deflexão funcionando, o volume de chamados que chegam aos agentes deve diminuir ao longo do tempo, ou, pelo menos, crescer em ritmo menor que a expansão da organização.

  • Tempo médio de primeira resposta. Mede quanto tempo passa entre a criação do chamado e a primeira resposta do agente. Roteamento automático e atribuição inteligente têm impacto direto nesse indicador.

  • Tempo médio de resolução (MTTR). O tempo total desde a criação até o fechamento do chamado. Processos automatizados eliminam os gargalos de espera entre etapas, o que tende a reduzir o MTTR de forma consistente.

  • Conformidade de SLA. Percentual de chamados resolvidos dentro do prazo acordado. Alertas automáticos e escalonamento baseado em SLA são os principais mecanismos para manter esse indicador elevado.

  • Chamados por agente. Se a automação está funcionando, cada agente consegue gerenciar um volume maior de chamados sem perda de qualidade. Esse indicador também revela se a carga está bem distribuída.

  • Taxa de resolução no primeiro contato (FCR). Mede quantos chamados são resolvidos sem precisar ser reatribuídos ou escalados. Melhor triagem e sugestões de IA tendem a aumentar esse indicador.

  • Taxa de reatribuição. Chamados que passam por múltiplas equipes antes de serem resolvidos indicam problemas de roteamento ou de categoria. Se as automações de roteamento estiverem bem configuradas, esse indicador deve cair.

No InvGate Service Management, dashboards de SLA e volumes de chamados podem ser configurados para mostrar cada um desses indicadores em tempo real. Relatórios programados podem ser enviados automaticamente para gestores e stakeholders, sem intervenção manual.

Help desk
Você também pode gostar
Ler artigo

Primeiros passos para implementar a automação de suporte de TI

Automatizar o service desk não exige uma transformação completa do dia para a noite. O caminho mais eficiente é incremental: começar com o que gera mais retorno imediato, medir, e expandir a partir daí.

1. Mapeie os processos existentes antes de automatizar qualquer coisa. Automação de um processo mal definido só amplifica os problemas existentes. Antes de configurar qualquer regra ou fluxo, mapeie o processo atual: quais são as etapas, quem é responsável por cada uma, onde estão os gargalos e onde a inconsistência acontece. Processos com alto volume e baixa variabilidade são os candidatos mais óbvios para começar.

2. Priorize os processos com maior retorno imediato. Roteamento de chamados, redefinição de senha, alertas de SLA e onboarding são os pontos de partida clássicos. São processos repetitivos, bem definidos e com impacto direto na produtividade da equipe e na experiência dos usuários.

3. Escolha uma plataforma ITSM com capacidade real de automação no-code. A plataforma precisa permitir que a equipe de TI configure e mantenha as automações sem depender de desenvolvimento externo. Ao avaliar ferramentas, priorize construtores visuais de fluxos de trabalho, regras de automação baseadas em condições e integração nativa com as ferramentas que a equipe já usa.

4. Configure as automações mais simples primeiro. Regras de roteamento e alertas de SLA são automações de baixa complexidade e alto impacto. Configure-as primeiro, valide os resultados e só então avance para fluxos de trabalho mais complexos como onboarding e Gerenciamento de Mudanças.

5. Ative o autoatendimento em paralelo. O portal de autoatendimento e a base de conhecimento deflectem chamados antes que eles sequer cheguem à fila dos agentes. Configurar essas ferramentas em paralelo com as automações multiplica o impacto desde o início.

6. Meça, ajuste e itere. Nenhuma automação fica perfeita na primeira configuração. Monitore os KPIs definidos, identifique o que não está funcionando como esperado, regras de roteamento que classificam mal, fluxos que ficam presos em aprovações, alertas que disparam tarde demais, e ajuste. O objetivo é construir uma base de automação que evolui junto com as necessidades da equipe.

Além do suporte de TI: automação em toda a empresa com ESM

Quando a automação de fluxos de trabalho está funcionando bem no service desk de TI, surge uma oportunidade natural: aplicar a mesma lógica a outros departamentos da organização.

O Enterprise Service Management é exatamente isso, a extensão dos princípios e ferramentas do ITSM para além da TI. RH, financeiro, jurídico, facilities: todos esses departamentos lidam com fluxos de solicitação, aprovação e entrega que se beneficiam das mesmas práticas de automação que já funcionam no service desk.

Com o InvGate Service Management, essa expansão não exige uma nova plataforma nem uma reimplementação do zero. Os mesmos fluxos de trabalho no-code que automatizam o onboarding de TI podem ser estendidos para cobrir a preparação do espaço de trabalho pelo facilities, a coleta de documentos pelo RH e o provisionamento de acesso físico pelo time de segurança, tudo coordenado em um único processo. O financeiro pode centralizar a recepção de solicitações de pagamento. O jurídico pode gerenciar revisão e aprovação de contratos com notificações automáticas. Cada departamento opera com seus próprios fluxos e catálogos de serviço, mas dentro de uma plataforma compartilhada e governada.

As integrações do InvGate Service Management com ferramentas como Microsoft Entra ID, Okta, Google Workspace e outras permitem que fluxos cross-departamentais incluam ações em sistemas externos sem precisar de desenvolvimento customizado, mantendo a automação acessível para equipes sem perfil técnico.

Conclusão

Automatizar o suporte de TI não é um projeto único e pontual. É um processo de maturidade: começa com regras simples de roteamento e alertas de SLA, evolui para fluxos de trabalho completos de onboarding e Gerenciamento de Mudanças, e se expande para outros departamentos à medida que a organização ganha confiança e experiência.

O ponto de partida é identificar os processos que consomem mais tempo com menos variabilidade e começar por eles. Com uma plataforma ITSM que oferece automação no-code, o time de TI não precisa de desenvolvimento externo para dar os primeiros passos: as regras de automação, os fluxos de trabalho e os recursos de IA estão disponíveis para configuração direta.

Quer ver como o InvGate Service Management pode ajudar a automatizar o suporte de TI da sua organização? Solicite uma demo do InvGate Service Management com um de nossos especialistas.

Perguntas frequentes sobre automação do suporte de TI

O que é automação doe suporte de TI?

Automação do suporte de TI é o uso de tecnologia , geralmente uma plataforma ITSM , para executar tarefas e processos do service desk corporativo sem intervenção humana. Inclui roteamento automático de chamados, alertas de SLA, fluxos de aprovação, onboarding e offboarding de colaboradores, entre outros processos. O objetivo é eliminar trabalho manual repetitivo e aumentar a consistência e a velocidade do atendimento.

Qual a diferença entre automação do suporte de TI e automação do atendimento ao cliente?

São contextos completamente distintos. Automação do atendimento ao cliente foca em interações entre empresas e seus consumidores externos , chatbots de e-commerce, SAC, CRM. Automação de suporte de TI foca nos processos internos do service desk corporativo: roteamento de chamados, gestão de SLA, fluxos de aprovação, onboarding e offboarding de colaboradores. As ferramentas, os processos e os objetivos são diferentes. Este guia trata exclusivamente do segundo contexto.

Quais processos de TI são mais fáceis de automatizar?

Os processos com maior retorno imediato são aqueles com alto volume e baixa variabilidade: roteamento e priorização de chamados, redefinição de senhas, solicitações de acesso padrão, alertas de SLA e relatórios automáticos. Onboarding e offboarding também têm alto retorno, embora exijam fluxos de trabalho um pouco mais elaborados do que as regras simples de automação.

Como medir os resultados da automação no service desk?

Os principais KPIs são: tendência de volume de chamados, tempo médio de primeira resposta, tempo médio de resolução (MTTR), conformidade de SLA, chamados por agente, taxa de resolução no primeiro contato (FCR) e taxa de reatribuição. O acompanhamento desses indicadores ao longo do tempo mostra onde a automação está gerando impacto e onde ainda há oportunidade de melhoria.

O InvGate Service Management oferece automação sem código?

Sim. O InvGate Service Management foi desenvolvido com uma abordagem no-code: fluxos de trabalho, regras de automação, aprovações e integrações são configurados por meio de interfaces visuais , sem scripts, sem desenvolvimento customizado. O construtor de fluxos de trabalho usa arrastar e soltar, com blocos reutilizáveis e Built-in Action Connectors para integrações com ferramentas externas como Microsoft Entra ID, Okta e Google Workspace.

Avalie o InvGate como sua solução ITSM e ITAM

Teste gratuito de 30 dias - Não é necessário cartão de crédito

Preços claros

Sem surpresas nem taxas ocultas: somente preços claros que atendam às suas necessidades.

Ver Preços

Migração fácil

Nossa equipe garante que sua transição para a InvGate seja rápida, tranquila e sem complicações.

Ver Customer Experience