O OCS Inventory foi durante anos uma escolha popular para equipes de TI que precisavam de visibilidade sobre o inventário de hardware e software sem custos de licenciamento. No entanto, à medida que as demandas de Gestão de Ativos de TI (ITAM, IT Asset Management) crescem, suas limitações ficam mais evidentes: relatórios com limitações analíticas, dependência de infraestrutura on-premise, ausência de integração nativa com plataformas de Gerenciamento de Serviços de TI e necessidade de configuração técnica constante. Para organizações que buscam maior controle, automação e conformidade, avaliar alternativas é um passo natural.
Neste artigo, apresentamos cinco alternativas ao OCS Inventory para diferentes perfis de equipe, desde soluções open-source até plataformas enterprise com descoberta automatizada e integração ITSM. Para cada ferramenta, detalhamos recursos, vantagens, desvantagens, preços e avaliações, para que você possa comparar com clareza e escolher a opção mais adequada ao seu ambiente.
O que você precisa saber
Escolha a alternativa certa para o seu contexto:
- Melhor opção gratuita e open-source: se a equipe já opera com GLPI e precisa de inventário automatizado sem custos de licenciamento, o FusionInventory é o caminho mais direto.
- Melhor para migração ágil: equipes que precisam colocar o inventário em funcionamento rapidamente encontram no InvGate Asset Management uma solução que permite importar ativos via agente, agentless, nuvem ou CSV sem necessidade de desenvolvimento.
- Melhor para conformidade com LGPD e segurança integrada: equipes brasileiras que precisam combinar inventário de ativos com controle de acesso e proteção de dados encontram no Force1 Inventory uma solução desenvolvida para esse contexto.
- Melhor para ambientes enterprise em nuvem: organizações com grande volume de ativos e exigências de conformidade se beneficiam de plataformas com relatórios avançados e implantação flexível, como o ManageEngine AssetExplorer.
- Melhor para escalar sem aumentar a complexidade: empresas em crescimento que precisam expandir o controle de ativos sem aumentar o esforço operacional encontram no SolarWinds e no InvGate Asset opções com boa escalabilidade e implantação flexível entre nuvem e on-premise.
- Melhor para integração ITSM + ITAM em uma única plataforma: equipes que precisam unificar Gestão de Ativos e Gerenciamento de Serviços, com descoberta automatizada e workflows integrados, devem avaliar o InvGate Asset Management.
Comparação de softwares de Gestão de Ativos de TI
| Hosting | Avaliação gratuita | Preço | Método de descoberta | Modelo de licença | |
| OCS Inventory | On-premise / Cloud (via serviços profissionais) | Open-source (gratuito) | Gratuito | Agente, SNMP | Open-source |
| InvGate Asset Management |
Nuvem e on-premise | Sim (30 dias) | É necessário solicitar cotação | Agente, agentless, SNMP, cloud | Por ativo |
| Force1 Inventory | Nuvem | Sim | É necessário solicitar cotação | Agente, SNMP (add-on) | Por plano |
| FusionInventory | On-premise | Open-source (gratuito) | Gratuito | Agente, SNMP, WMI | Open-source |
| ManageEngine | Nuvem e on-premise | Sim (30 dias) | É necessário solicitar cotação | Agente, agentless, SNMP | Por ativo |
| SolarWinds | Nuvem e on-premise | Sim | É necessário solicitar cotação | Agente, agentless, SNMP | Por técnico |
O que é OCS Inventory?
O OCS Inventory (Open Computers and Software Inventory) é uma ferramenta open-source para inventário de hardware e software em redes corporativas. Ele coleta dados dos dispositivos conectados via agente instalado nas máquinas ou por varredura via SNMP (Simple Network Management Protocol, protocolo usado para monitorar dispositivos em rede), e permite integração com o GLPI para ampliar as capacidades de Gerenciamento de Serviços. Por ser gratuito e customizável, é uma opção comum em equipes que buscam visibilidade básica da infraestrutura sem custos de licenciamento.
Vantagens e desvantagens do OCS Inventory
Vantagens:
- Instalação direta: basta instalar o agente nas máquinas e configurar o servidor central.
- Código aberto com ampla biblioteca de plugins, o que permite adaptar a ferramenta ao ambiente da organização.
- Gratuito para download e uso, com custos limitados à infraestrutura e eventual suporte externo.
Desvantagens:
- Relatórios básicos, com pouca profundidade analítica para quem precisa acompanhar de perto a dinâmica dos ativos.
- Funcionalidades avançadas dependem da integração com o GLPI, o que aumenta a complexidade operacional.
- Sem suporte nativo à nuvem: toda a operação exige infraestrutura on-premise mantida pela equipe de TI.
Quando considerar uma alternativa ao OCS Inventory
Algumas situações indicam que o OCS Inventory pode não ser mais suficiente para o seu ambiente:
- Os relatórios disponíveis não atendem às necessidades de auditoria ou conformidade da organização.
- A infraestrutura cresceu e a ferramenta apresenta dificuldades para escalar sem perda de performance.
- A equipe precisa de visibilidade sobre ativos em nuvem, o que o OCS não suporta nativamente.
- Funcionalidades essenciais só funcionam com o GLPI configurado, gerando dependência e pontos adicionais de falha.
Avaliação do OCS Inventory
O OCS Inventory recebeu 4,8 de 5 estrelas no G2, mas ainda tem poucas avaliações para poder considerar a popularidade do software e tirar boas conclusões das experiências e opiniões dos usuários. As avaliações se centram em seus recursos básicos:
“Sua capacidade de gerenciar ativos de TI, como laptops, desktops, servidores, impressoras e inventário de software em tempo real com a ajuda do OCS Inventory Client, seja em uma rede local ou pela Internet em vários locais. A configuração do servidor pode ser um pouco complicada, mas tudo corre bem após a instalação do cliente.”
Avaliação do G2
Como escolher uma ferramenta de inventário de ativos de TI
Antes de comparar alternativas, vale definir quais critérios são mais relevantes para o seu ambiente. Quatro dimensões ajudam a filtrar as opções com mais clareza:
Método de descoberta
- Agent-based: um agente é instalado em cada dispositivo e envia dados ao servidor central. Oferece maior profundidade de informação, mas exige gerenciamento dos agentes em toda a frota.
- Agentless: a descoberta é feita por varredura de rede, sem instalação nos endpoints. Mais simples de implementar, mas pode ter menor cobertura em dispositivos fora da rede local.
- SNMP: protocolo usado para descobrir e monitorar dispositivos de rede que não aceitam agente, como switches, impressoras e roteadores.
- Cloud connectors: integração direta com provedores como AWS, Azure e Google Cloud para incluir ativos de nuvem no inventário. Essencial para ambientes híbridos ou multi-cloud.
Modelo de implantação
- On-premise: a aplicação roda nos servidores da própria empresa, com controle total sobre os dados, mas com responsabilidade de manutenção e atualização pela equipe interna.
- Nuvem (SaaS): o vendor gerencia a infraestrutura, com acesso via navegador e atualizações automáticas. Reduz a carga operacional, mas exige atenção às políticas de privacidade e localização dos dados.
- Híbrido: combina infraestrutura local com componentes em nuvem, atendendo ambientes distribuídos ou com restrições regulatórias específicas.
- A escolha entre os três modelos impacta diretamente os custos de infraestrutura, a velocidade de implementação e a capacidade de escalar conforme o ambiente cresce.
Integração com ITSM
- Ferramentas de inventário isoladas perdem valor quando os dados de ativos não estão conectados aos processos de atendimento. A integração com uma plataforma de Gerenciamento de Serviços permite vincular ativos a tickets, registros de mudança e fluxos de aprovação.
- Uma CMDB (Configuration Management Database, base de dados que centraliza informações sobre os componentes da infraestrutura de TI e seus relacionamentos) integrada ao inventário garante que as informações estejam sempre atualizadas e acessíveis para as equipes de suporte.
- OLAs (Operational Level Agreements, acordos internos que definem responsabilidades entre equipes de TI) também se beneficiam de um inventário conectado, pois facilitam a atribuição de responsabilidades por ativo.
- Avalie se a ferramenta oferece integração nativa ou via API com a plataforma de ITSM que sua equipe já utiliza.
Custo total de adoção
- O preço da licença é apenas uma parte do custo real. Soluções open-source como o OCS Inventory podem ter custo zero de licença, mas exigem infraestrutura de servidores, manutenção técnica e, em muitos casos, suporte especializado contratado externamente.
- Considere o tempo de implementação e a curva de aprendizado da equipe: ferramentas que exigem configuração manual extensa ou conhecimento técnico avançado têm um custo operacional elevado mesmo que sejam gratuitas.
- Plataformas SaaS tendem a ter custos mais previsíveis, mas é importante avaliar como o preço escala com o crescimento do número de ativos ou usuários.
- Some também os custos de integração com outros sistemas: quanto mais manual for esse processo, maior será o investimento de tempo da equipe.
Se você está migrando do OCS Inventory, esses quatro critérios ajudam a filtrar as opções mais relevantes para o seu ambiente. Para uma visão mais ampla do mercado, confira nossa seleção dos melhores softwares de Gestão de Ativos de TI.
As 5 melhores alternativas ao OCS Inventory
As opções a seguir foram selecionadas com base em critérios como método de descoberta, modelo de implantação, integração com ITSM e custo total de adoção. Cada ferramenta atende a um perfil diferente de equipe e ambiente, desde times que buscam uma solução open-source até organizações que precisam de uma plataforma enterprise completa.
1. InvGate Asset Management
O InvGate Asset Management é uma plataforma de Gestão de Ativos de TI que cobre desde a descoberta e o inventário até as etapas do ciclo de vida de ativos de TI, com opções de implantação em nuvem e on-premise. É desenvolvida pela InvGate, que também oferece uma solução de Gerenciamento de Serviços, o que permite integração nativa entre as duas plataformas.
Por que o InvGate Asset Management é uma boa alternativa ao OCS Inventory
- Suporta descoberta via agente e agentless, além de SNMP e conectores de nuvem, enquanto o OCS Inventory opera principalmente via agente instalado nos endpoints.
- Disponível em nuvem e on-premise, eliminando a dependência de infraestrutura local exclusiva que o OCS exige.
- Integração nativa com o InvGate Service Management para vincular ativos a tickets, CMDBs e fluxos de atendimento, sem necessidade de configuração manual via GLPI.
- Permite construir um inventário completo em menos de 24 horas a partir do zero, usando múltiplas fontes de importação.
Principais recursos do InvGate Asset Management
- Descoberta de ativos por múltiplos métodos: agente, agentless, varredura de rede, conectores de nuvem, upload de CSV/XLS, integração via API e entrada manual.
- Normalização de dados automatizada: padronização de fabricantes, nomes de software e categorias para garantir consistência do inventário.
- CMDB integrada: base de dados que centraliza informações sobre os componentes da infraestrutura e seus relacionamentos, com visibilidade em tempo real de todos os ativos de TI e não TI.
- Gerenciamento do ciclo de vida de ativos de TI: cobertura de todas as etapas, da aquisição ao descarte, com rastreamento de histórico e status.
- Controle de contratos e garantias: vinculação automática de contratos e garantias aos ativos correspondentes, com alertas configuráveis para vencimentos.
- Depreciação automatizada: regras personalizáveis por tipo de ativo e fabricante, com diferentes métodos de cálculo.
- Relatórios e dashboards personalizáveis: painéis pré-configurados e criação de visualizações customizadas com base nas métricas da organização.
Avaliações do InvGate Asset Management
Com uma classificação média de 4,5 de 5 estrelas no Gartner Peer Insights, uma das últimas avaliações destaca a experiência do usuário com a ferramenta:
"Minha experiência geral com o InvGate Asset Management é incrível. Seu recurso de programação de manutenção reduziu o tempo de inatividade, de modo que podemos facilmente agendar com antecedência. Sua interface de usuário é boa, intuitiva e fácil de usar. O processo de implementação é tranquilo e podemos acompanhar e gerenciar facilmente o descarte de nossos ativos."
Avaliação no Gartner Peer Insights
Preços do InvGate Asset Management
Se você quiser experimentar e conhecer de perto como o InvGate Asset Management funciona para sua organização, solicite uma demonstração gratuita.
2. Force1 Inventory

A Force1 Inventory é uma solução desenvolvida pela Magma3, empresa brasileira especializada em Gestão de Ativos de TI. Por ser de origem local, pode ser uma opção relevante para equipes que priorizam suporte em português e conformidade com regulamentações brasileiras como a LGPD. A plataforma combina inventário de hardware e software com recursos de automação, controle de segurança e visibilidade de infraestrutura, operando exclusivamente em nuvem.
Principais recursos da Force1 Inventory
- Inventário de hardware e software com descoberta via agente.
- Instalação e desinstalação remota de softwares.
- Geolocalização de ativos com histórico de rastreamento.
- Controle de licenças de software.
- Mensageria interna para comunicação com usuários.
Vantagens e desvantagens da Force1 Inventory
Vantagens:
- Solução desenvolvida no Brasil, com suporte local e aderência a requisitos regulatórios brasileiros.
- Combina inventário de ativos com recursos de segurança e conformidade de infraestrutura em uma única plataforma.
- Workflows automatizados para configuração de ativos e deploy de software.
Desvantagens:
- Curva de aprendizado elevada, especialmente para equipes sem experiência prévia com a plataforma.
- Funcionalidades avançadas como geolocalização e acesso remoto são contratadas como módulos adicionais.
- Sem avaliações expressivas em plataformas de referência do setor, o que dificulta a comparação com outras ferramentas.
Preços da Force1 Inventory
A Force1 Inventory oferece três planos (Iniciante, Profissional e Avançado) com teste gratuito disponível. Funcionalidades como geolocalização, acesso remoto e integração com Active Directory podem ser contratadas separadamente. É necessário entrar em contato com a Magma3 para obter os valores de cada plano.
Avaliação da Force1 Inventory
A Force1 Inventory não conta com avaliações registradas nas principais plataformas do setor (G2, Capterra, Gartner Peer Insights).
3. FusionInventory

A FusionInventory é uma extensão open-source que funciona integrada ao GLPI, oferecendo inventário automático de hardware e software, descoberta de rede via SNMP (Simple Network Management Protocol) e WMI, coleta de dados e gerenciamento de pacotes. Assim como o OCS Inventory, é gratuita e customizável, mas herda algumas limitações do GLPI: interface pouco moderna e necessidade de conhecimento técnico para instalação e operação. É uma solução exclusivamente on-premise, indicada para equipes que já utilizam o GLPI como sistema de ITSM e desejam manter controle total sobre a infraestrutura local. Conta com suporte para ambientes Linux e Windows.
Principais recursos da FusionInventory
- Coleta de dados de hardware e software via agente.
- Descoberta de rede por SNMP e WMI.
- Deploy de pacotes e scripts remotamente.
- Integração nativa com o GLPI e plugins da comunidade.
- Indicada para equipes que já utilizam o GLPI como sistema de ITSM e querem ampliar suas capacidades de inventário sem adicionar outra ferramenta.
Vantagens e desvantagens da FusionInventory
Vantagens:
- Totalmente gratuita e de código aberto, sem versões pagas ou comerciais ocultas.
- Integração nativa com o GLPI, aproveitando workflows e dados já existentes na plataforma.
- Flexibilidade de customização para equipes com capacidade técnica interna.
Desvantagens:
- Requer conhecimento técnico para configuração, manutenção e atualização.
- Interface defasada em comparação com soluções modernas de ITAM.
- Documentação inconsistente, o que pode aumentar o tempo de adoção.
Preços da FusionInventory
O FusionInventory é gratuito, distribuído sob licença AGPL/GPL (licença de código aberto que permite customização, mas exige conhecimento técnico para manutenção e implica que modificações derivadas sejam também disponibilizadas sob a mesma licença). Os custos envolvidos são indiretos: infraestrutura de servidores, banco de dados e eventuais serviços de consultoria ou suporte especializado.
Avaliação da FusionInventory
O FusionInventory não possui avaliações registradas em plataformas como G2, Capterra ou Gartner Peer Insights, provavelmente por ser adotado principalmente por comunidades técnicas e não ter presença em plataformas comerciais de reviews.
4. ManageEngine AssetExplorer
O ManageEngine AssetExplorer é uma plataforma de ITAM da Zoho que oferece inventário automatizado de hardware e software, controle de licenças, conformidade e Gerenciamento do Ciclo de Vida dos Ativos. Disponível em nuvem e on-premise, atende empresas de diversos segmentos, como telecomunicações, setor público, finanças, educação e saúde. Embora a interface seja considerada acessível, alguns usuários relatam lentidão em operações mais avançadas e complexidade na configuração inicial.
Principais recursos do ManageEngine AssetExplorer
- Inventário automático de hardware e software via agente e agentless.
- Gerenciamento de Licenças e conformidade de software.
- Relatórios e auditorias detalhadas.
- Integração com ServiceDesk Plus (ManageEngine), Active Directory, CMDBs e bancos de dados externos.
Vantagens e desvantagens do ManageEngine AssetExplorer
Vantagens:
- Interface acessível, com curva de aprendizado relativamente baixa para operações do dia a dia.
- Conjunto completo de funcionalidades de ITAM em uma única plataforma.
- Integração com outros produtos do ecossistema Zoho e ManageEngine.
Desvantagens:
- Pode apresentar lentidão com grandes volumes de dados.
- O modelo de licenciamento é baseado no número de ativos e pode encarecer em ambientes com mais de 500 ativos.
- Algumas funções exigem configuração manual, o que aumenta o esforço operacional inicial.
Preços do ManageEngine AssetExplorer
Oferece uma versão gratuita sem data de expiração, limitada a 25 ativos, e um trial de 30 dias com até 250 ativos. A versão completa utiliza modelo de licenciamento por número de dispositivos, disponível em nuvem e on-premise, com suporte técnico incluído na assinatura anual. Os valores são apresentados sob consulta.
Avaliação do ManageEngine Asset Explorer
O ManageEngine Asset Explorer recebeu 4.3/5 estrelas no G2. Os usuários destacam como pontos positivos a automação, o monitoramento em tempo real dos ativos e a variedade de funcionalidades de gerenciamento disponíveis. Por outro lado, alguns apontam que ainda há necessidade de realizar certas tarefas de manutenção manualmente.
“Manage engine Asset explorer é muito flexível em termos de categorização de ativos. Ele detecta automaticamente a maioria dos ativos. Ajuda muito na gestão de licenças. Precisa de muita personalização no início. Os complementos são um pouco caros.”
Avaliação no G2
5. SolarWinds

A SolarWinds oferece uma linha de produtos para monitoramento e gerenciamento de TI, com soluções de inventário de ativos integradas à sua plataforma Service Desk. A solução inclui descoberta automática de hardware e software, rastreamento de ciclo de vida, conformidade e integrações com outros sistemas corporativos. É oferecida principalmente como SaaS, com preços por técnico/mês, e algumas soluções permitem instalação on-premise.
Em 2020, a SolarWinds foi alvo de um ataque de cadeia de suprimentos amplamente documentado, que afetou agências governamentais e organizações do setor privado em todo o mundo. O incidente foi documentado pela CISA no Alerta AA20-352A, o que levou algumas organizações a reavaliar sua adoção. A empresa lançou atualizações de segurança e medidas corretivas desde então.
Principais recursos do SolarWinds
- Descoberta automática de dispositivos via agente, agentless e SNMP.
- Rastreamento de ciclo de vida dos ativos.
- Gerenciamento de Conformidade e licenças de software.
- Dashboards e alertas personalizados.
- Integração com SolarWinds Orion Suite, plataformas de monitoramento e segurança, e APIs de terceiros.
Vantagens e desvantagens do SolarWinds
Vantagens:
- Ampla cobertura funcional, com ITSM e ITAM integrados na mesma plataforma.
- Flexibilidade na implantação, com opções cloud e on-premise.
- Boa escalabilidade para grandes ambientes corporativos.
Desvantagens:
- Histórico de incidentes de segurança que pode gerar cautela em organizações com requisitos rigorosos de conformidade.
- Alto custo total de propriedade, com recursos avançados disponíveis apenas nos planos superiores.
- Interface considerada complexa por alguns usuários, com curva de aprendizado relevante.
Preços do SolarWinds
Oferece três planos com cobrança por técnico/mês: Essentials (gestão de incidentes, ativos e portal de serviço), Advanced (adiciona workflows automatizados, agente virtual e descoberta de rede) e Premier (inclui CMDB visual, runbooks e recursos de inteligência artificial). Teste gratuito de 30 dias disponível com acesso ao plano mais completo.
Avaliação do SolarWinds
O SolarWinds conta com boa pontuação, com 4.6/5 estrelas no Capterra e 4.3/5 no G2. Um de seus usuários resume a experiência com a plataforma:
“Esta ferramenta é altamente personalizável e possui uma interface amigável combinada com uma ótima funcionalidade. Ela ajuda a adaptar fluxos de trabalho e processos às necessidades da nossa empresa e também é usada para gerenciar nossos ativos de TI. A plataforma não é economicamente viável em comparação com suas alternativas.”
Avaliação no G2
Quando vale a pena migrar do OCS Inventory?
O OCS Inventory atende bem ambientes pequenos com infraestrutura estável e equipe técnica disponível para manutenção. No entanto, há situações em que mantê-lo representa mais custo operacional do que benefício real.
Sinais de que o OCS Inventory não é mais suficiente
- Relatórios insuficientes para auditorias: se a equipe precisa cruzar dados de ativos com contratos, licenças ou registros de conformidade e precisa exportar tudo manualmente para montar um relatório, a ferramenta está limitando o processo.
- Dificuldade para escalar acima de 500 dispositivos: em ambientes em crescimento, o OCS começa a apresentar lentidão e inconsistências no inventário sem configuração de infraestrutura adicional.
- Sem suporte nativo para nuvem e SaaS: ativos em AWS, Azure, Google Cloud ou aplicações SaaS simplesmente não aparecem no inventário, criando pontos cegos crescentes à medida que o ambiente evolui.
- Manutenção técnica elevada: atualizações, ajustes no servidor Apache/MySQL e resolução de conflitos com plugins consomem tempo de profissionais que poderiam estar focados em outras prioridades.
- Equipe sem perfil técnico para manter o servidor: o OCS não foi projetado para ser operado sem conhecimento de infraestrutura. Se o time responsável mudou ou não tem esse perfil, a ferramenta passa a ser um risco operacional.
- Dependência do GLPI para funcionalidades básicas: se recursos essenciais como visualização de histórico ou vinculação de ativos a chamados só funcionam com o GLPI configurado, a complexidade operacional dobra sem necessariamente dobrar o valor entregue.
Primeiros passos para a migração
Migrar do OCS Inventory não precisa ser um projeto longo. Com um planejamento simples em fases, é possível fazer a transição sem interromper a operação.
1. Exporte o inventário atual. Antes de qualquer coisa, gere um backup completo dos dados do OCS em formato CSV ou XML. Isso garante que nenhuma informação seja perdida durante a transição e serve como base para validar a qualidade dos dados na nova ferramenta.
2. Mapeie as fontes de descoberta do seu ambiente. Identifique quais tipos de ativos precisam ser cobertos: endpoints Windows/Linux/Mac, dispositivos de rede via SNMP, máquinas virtuais, ativos em nuvem, equipamentos sem agente. Esse mapeamento define quais métodos de descoberta a nova ferramenta precisa suportar.
3. Avalie a integração com o ITSM existente. Se a equipe já usa uma plataforma de Gerenciamento de Serviços, verifique se a ferramenta de ITAM escolhida oferece integração nativa ou via API. A conexão entre inventário e tickets é um dos maiores ganhos de uma migração bem feita.
4. Planeje o rollout por fases. Evite migrar tudo de uma vez. Comece com um grupo piloto (por exemplo, uma unidade ou localidade), valide a cobertura e a qualidade dos dados, e expanda gradualmente. Isso reduz o risco de lacunas no inventário durante a transição.
5. Defina critérios de encerramento do OCS. Estabeleça quando o OCS será desativado: normalmente após a nova ferramenta cobrir 100% dos ativos críticos e a equipe estar operando com confiança na plataforma nova. Manter as duas ferramentas em paralelo por tempo indeterminado gera inconsistências.
Para apoiar o processo, confira o checklist de implementação de Gestão de Ativos de TI com os principais pontos a validar antes, durante e após a migração.
Metodologia
As ferramentas apresentadas neste artigo foram selecionadas e avaliadas com base nos seguintes critérios:
- Seleção dos fornecedores: as cinco alternativas foram escolhidas por sua relevância para o mercado brasileiro, cobertura funcional para casos de uso comuns de ITAM e disponibilidade de avaliações públicas verificáveis em plataformas reconhecidas do setor.
- Fontes consultadas: páginas oficiais de cada vendor, G2, Capterra e Gartner Peer Insights. Os dados de recursos, preços e avaliações foram verificados em maio de 2026.
- Escopo da comparação: os critérios de avaliação incluem método de descoberta, modelo de implantação, integração com ITSM, modelo de licença e custo total de adoção.
- Transparência: a InvGate é a empresa responsável por este blog e oferece o InvGate Asset Management como uma das soluções listadas neste artigo. A inclusão segue os mesmos critérios aplicados aos demais vendors.
Todos os nomes de produtos, logotipos e marcas são propriedade de seus respectivos donos. As comparações são baseadas em informações públicas disponíveis em maio de 2026.