Migrar para o Windows 11: o plano completo antes do fim do Windows 10

migrar para Windows 11

Participe do IT Pulse

Receba as últimas notícias do mundo da TI uma vez por semana (conteúdo em inglês).

 

Migrar para o Windows 11 já não é um projeto opcional. O suporte ao Windows 10 terminou em 14 de outubro de 2025, e o que sobrou nos parques corporativos é justamente a parte difícil: os equipamentos que não passam nos requisitos de hardware.

No Brasil, o Windows 11 já responde por 74,01% dos desktops Windows, contra 25,46% ainda no Windows 10 (Statcounter, agosto de 2026). Ou seja, um em cada quatro computadores da base brasileira ainda depende de uma decisão: atualizar, substituir ou pagar por atualizações de segurança estendidas.

Este guia mostra como planejar a migração a partir do inventário: verificar a compatibilidade do parque inteiro, priorizar o que migrar primeiro, executar a troca sem parar a operação e resolver o que fica para trás.

 

Windows 10 and Microsoft Office 2016-2019 End of Life - Act now
Video thumbnail

Onde estamos com o fim do suporte ao Windows 10

O fim do suporte ao Windows 10 aconteceu em 14 de outubro de 2025. Desde essa data, a Microsoft não entrega mais suporte técnico, atualizações de recursos nem atualizações de qualidade, incluindo correções de segurança e de confiabilidade. Os computadores continuam ligando e funcionando, mas param de receber correção para qualquer vulnerabilidade descoberta depois do prazo.

A migração avançou, e não terminou. Com um quarto do parque desktop brasileiro ainda no Windows 10, o problema mudou de natureza: não é mais convencer a organização a migrar, é decidir o que fazer com os equipamentos que ficaram, quase sempre os que reprovam nos requisitos de hardware.

Para esses casos existe o ESU (Extended Security Updates), o programa pago que estende as atualizações críticas e importantes de segurança depois do fim do suporte. Na versão para empresas, ele é vendido por ano, exige o Windows 10 na versão 22H2, começa em US$ 61 por dispositivo no primeiro ano e dobra de preço a cada ano seguinte, por no máximo três anos. É cumulativo: quem entra no segundo ano paga também o primeiro. Não inclui novos recursos, correções fora do escopo de segurança nem suporte técnico.

Isso coloca o prazo real do Windows 10 corporativo em outubro de 2028, três anos após o fim do suporte. A versão do ESU para uso pessoal segue outra regra, com cobertura até 12 de outubro de 2027, e não atende dispositivos ingressados em domínio, no Microsoft Entra ID ou gerenciados por MDM (Mobile Device Management), o que a deixa fora do parque de uma empresa. (As condições completas do programa estão detalhadas na nota sobre o fim do suporte ao Windows 10.)

Requisitos do Windows 11

Os requisitos do Windows 11 são mais rígidos que os das versões anteriores, e a maior parte dos bloqueios de migração nasce aqui. O mínimo publicado pela Microsoft cobre oito itens:

  • Processador: 1 GHz ou mais rápido, com 2 ou mais núcleos, em um processador de 64 bits ou SoC (System on a Chip) compatível.
  • RAM: 4 GB.
  • Armazenamento: 64 GB ou mais.
  • Firmware do sistema: UEFI (Unified Extensible Firmware Interface), com capacidade de Secure Boot.
  • Segurança: TPM (Trusted Platform Module) versão 2.0.
  • Placa gráfica: compatível com DirectX 12 ou superior, com driver WDDM 2.0.
  • Tela: alta definição (720p), maior que 9 polegadas na diagonal, 8 bits por canal de cor.
  • Conexão e conta: o Windows 11 Home e o Pro para uso pessoal exigem internet e uma conta Microsoft na configuração inicial.

Em um parque corporativo, três requisitos decidem o resultado. Memória, armazenamento, placa gráfica e tela raramente reprovam um notebook comprado nos últimos anos. Quem reprova é o TPM 2.0, o firmware UEFI com Secure Boot e o processador aprovado. A diferença entre eles é o que define o destino de cada máquina: TPM e Secure Boot muitas vezes existem no equipamento e estão apenas desativados no firmware, enquanto o processador não tem solução local. A Microsoft organiza suas listas de processadores aprovados por princípios de design, sem um corte limpo de geração, com o Intel de 8ª geração e o AMD Ryzen série 3000 no piso prático.

A lista oficial e completa fica na página de especificações do Windows 11.

 

Como verificar a compatibilidade do parque inteiro

windows-10-eol-deshaboard

Verificar a compatibilidade de um computador leva dois minutos. Verificar quatrocentos é um projeto, porque os requisitos que bloqueiam a atualização vivem no firmware e no silício, e a resposta está em dados por dispositivo que a maioria dos inventários nunca foi configurada para reportar.

O caminho prático é transformar a checagem em uma consulta ao inventário. No InvGate Asset Management, o agente coleta modelo de processador, memória, armazenamento e versão do sistema operacional em cada varredura, então o painel de compatibilidade se monta sobre dados que já estão lá, sem código e sem auditoria manual. Testar a compatibilidade com o Windows 11 em um dispositivo e auditar o parque inteiro pelo inventário são dois procedimentos diferentes, cada um com o seu roteiro.

Vá até Dashboard e crie o seu "painel de avaliação do Windows 11" com estes três gráficos:

1. Total de ativos que executam o Windows 10

 

Este gráfico define a linha de base: quantos dispositivos da organização ainda estão no Windows 10.

Adicione um gráfico com o filtro Ativos > Sistema operacional > contém > Windows 10 e defina o modo de visualização como Indicador. Vale incluir também a coluna Computador > Versão de exibição do sistema operacional no Assets Explorer, porque é ali que aparece o valor 22H2, exigido para adesão ao ESU.

2. Ativos do Windows 10 que atendem aos requisitos do Windows 11

Este gráfico identifica quantos dispositivos estão prontos para atualizar.

Comece pelo mesmo filtro base e adicione as três condições numéricas:

  • Computadores > Núcleos de CPU > é maior ou igual a > 2
  • Computadores > Tamanho da RAM > é maior ou igual a > 4 GB
  • Computadores > Armazenamento (Total) > é maior ou igual a > 64 GB

Um alerta que economiza retrabalho: só o piso numérico superestima o grupo de compatíveis, porque ele não olha o processador. Adicione a coluna Computador > Processador, ordene por ela para ver quais famílias o seu parque realmente usa e complemente o filtro com a condição "não contém" para as gerações abaixo do piso (por exemplo, -7 para os Intel Core de 7ª geração). Cuidado com -1: esse padrão também captura modelos de 10ª geração ou mais novos, que são compatíveis.

3. Ativos que exigem substituição, ajuste ou ESU

Este gráfico mostra os dispositivos que reprovam em pelo menos um requisito. Aplique grupos de filtros combinados com OU, cada um com o filtro base do Windows 10 mais uma condição: núcleos de CPU menor que 2, RAM menor que 4 GB, armazenamento menor que 64 GB e processador abaixo do piso de geração.

Salve cada grupo como Etiqueta inteligente rápida, em Filtros aplicados. Assim a classificação se mantém sozinha conforme os agentes reportam, e os equipamentos novos entram categorizados desde o primeiro inventário.

Você pode iniciar uma avaliação gratuita de 30 dias e rodar a auditoria no seu próprio inventário, ou falar com a equipe de Vendas para dimensionar o projeto.

Organizando o que migrar primeiro

Com os três grupos contados, a pergunta deixa de ser "quantos" e passa a ser "em que ordem". A prioridade sai do cruzamento de quatro critérios:

  • Criticidade: o que a máquina sustenta em termos de operação, e o que acontece se ela parar por um dia.
  • Exposição: um notebook que circula e se conecta a redes públicas corre risco diferente de um terminal em segmento isolado de rede, sem acesso direto à internet.
  • Vida útil restante: quanto falta até a data de troca já prevista no ciclo de vida do equipamento.
  • Custo comparado: um ano de ESU contra o preço de reposição do modelo, por classe de hardware.

Para o grupo compatível, a sequência natural é começar por um lote piloto pequeno, com perfis de uso variados, validar aplicativos e periféricos e só então abrir a fase seguinte por local ou departamento. Aplicações legadas e drivers de equipamentos específicos, como leitores fiscais e coletores, são os pontos que mais costumam travar a fase 2.

Para o grupo incompatível, há três saídas, e a escolha é por dispositivo:

  • Substituir, quando o equipamento já está vencido no ciclo de vida ou tem exposição alta.
  • Aderir ao ESU, como ponte para o equipamento que está perto da data de troca e não justifica antecipar o investimento.
  • Isolar, quando a função é fixa e o dispositivo pode viver em um segmento de rede sem acesso a sistemas sensíveis.

Um detalhe que muda o orçamento: parte do grupo "incompatível" da primeira contagem é recuperável. Máquinas com TPM 2.0 e Secure Boot desativados no firmware, ou com disco ainda em MBR (Master Boot Record) em vez de GPT (GUID Partition Table), entram no escopo com ajuste de configuração, não com compra. Separar a lista por motivo da reprovação antes de levar o número para a diretoria costuma reduzir a estimativa de substituição.

 

 

O passo a passo da migração

Com a avaliação pronta e a ordem definida, a migração vira execução. As cinco etapas abaixo podem ser acompanhadas com uma avaliação gratuita de 30 dias.

1. Identifique todos os dispositivos que ainda estão no Windows 10

 

 

Comece detectando todos os ativos que ainda operam no Windows 10. O caminho mais rápido é o recurso AI Smart Search do InvGate Asset Management: digite "Ativos com Windows 10" em linguagem natural e a plataforma devolve a lista na hora. Inclua também os ativos não conectados, como equipamentos em estoque ou com pessoas em trabalho remoto, para que eles não fiquem fora da contagem.

2. Crie Etiquetas Inteligentes para classificar os dispositivos

 

Screeshot - Smart Tag in InvGate Asset Management.

Agrupe os ativos com Etiquetas Inteligentes, agora em quatro grupos, e não em dois:

  • Dispositivos compatíveis, prontos para atualizar.
  • Dispositivos recuperáveis com ajuste de firmware ou troca de componente.
  • Dispositivos que precisam de substituição.
  • Dispositivos já migrados para o Windows 11.

As etiquetas se atualizam automaticamente conforme novas varreduras chegam, o que mantém o acompanhamento vivo em vez de congelado em uma planilha exportada.

3. Crie ou estenda um painel para acompanhar a migração inteira

Você pode criar um painel novo de migração ou expandir o de compatibilidade. O objetivo agora não é só a especificação do dispositivo, é o andamento:

  • Dispositivos já atualizados para o Windows 11.
  • Dispositivos com atualização pendente.
  • Progresso por local ou departamento.
  • Disponibilidade de licenças por dispositivo ou usuário.
  • Dispositivos incompatíveis por motivo de reprovação.

Esse é o painel que vai para a reunião de orçamento, porque ele traduz a contagem por motivo em custo de reposição e em custo de ESU.

 4. Revise e atribua as licenças do Windows 11 

assigning-licenses-screenshot

Antes de implantar, confirme a situação das licenças no módulo de Contratos. Faça o upload ou revise os contratos de fornecedores, acompanhe as licenças atribuídas e valide se há posições suficientes para as atualizações planejadas.

Dica: manter os registros de licença atualizados evita bloqueio de implantação no meio da fase e sustenta a conformidade em auditoria.

5. Implante o novo sistema operacional e cubra o que ficou para trás

Com ativos identificados, etiquetas criadas, licenças validadas e painéis prontos, é hora da implantação. Defina cronogramas por lote, comunique as janelas às pessoas afetadas, valide aplicativos após a instalação e registre os equipamentos atualizados e os problemas encontrados.

Para os dispositivos que permanecem no Windows 10, feche o ciclo com duas automações: um alerta para qualquer equipamento que continue sem atualização e sem adesão ao ESU, e um lembrete atrelado à data de adesão, para que a decisão de renovar, substituir ou isolar seja tomada antes de o preço dobrar.

Perguntas frequentes sobre migrar para Windows 11

O Windows 10 ainda recebe atualizações de segurança?

Não de forma gratuita. O suporte terminou em 14 de outubro de 2025, e desde então a Microsoft não entrega mais suporte técnico, atualizações de recursos nem atualizações de qualidade, incluindo correções de segurança. Um dispositivo com Windows 10 só continua recebendo correções críticas e importantes se estiver inscrito no ESU e na versão 22H2 do sistema.

Quanto custa o ESU do Windows 10 para empresas?

A adesão é anual e começa em US$ 61 por dispositivo no primeiro ano, com o preço dobrando a cada ano seguinte, por no máximo três anos. O programa é cumulativo, então entrar no segundo ano exige pagar também o primeiro. Também não há custo adicional para máquinas virtuais com Windows 10 no Windows 365, no Azure Virtual Desktop e em outros serviços Azure elegíveis.

Como saber quais dispositivos do parque não podem migrar para o Windows 11?

Em um computador, o PC Health Check dá o veredito e indica o requisito que reprovou. Em um parque, a resposta vem do inventário: uma plataforma de Gestão de Ativos que coleta processador, memória, armazenamento e versão do sistema operacional de cada endpoint transforma a checagem em uma contagem filtrada, com o motivo da reprovação por dispositivo.

A atualização para o Windows 11 é gratuita?

Para dispositivos elegíveis, sim. O equipamento precisa estar rodando o Windows 10 na versão 2004 ou posterior, e a atualização é oferecida pelo Windows Update. O custo real da migração raramente está na licença: está no hardware que precisa ser substituído.

Quais requisitos reprovam mais dispositivos em um parque corporativo?

TPM 2.0, firmware UEFI com Secure Boot e processador aprovado. Os dois primeiros muitas vezes estão presentes no equipamento e apenas desativados no firmware, o que se resolve com configuração. O processador é o único que não tem solução na máquina e leva o dispositivo direto para o plano de substituição.

 

Simplifique o seu ecossistema IT com InvGate Asset Management

Teste gratuito de 30 dias - Não é necessário cartão de crédito

Preços claros

Sem surpresas nem taxas ocultas: somente preços claros que atendam às suas necessidades.

Ver Preços

Migração fácil

Nossa equipe garante que sua transição para a InvGate seja rápida, tranquila e sem complicações.

Ver Customer Experience