Central de Serviços Compartilhados (CSC): como implementar e escalar na sua empresa

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Muitas organizações brasileiras ainda enfrentam processos fragmentados em múltiplos canais, com retrabalho, filas intermináveis e aprovações lentas que impactam diretamente a produtividade. Nesse cenário, uma Central de Serviços Compartilhados (CSC) surge como modelo estratégico para consolidar demandas internas e estruturar o suporte de forma padronizada, apoiada por práticas de Gerenciamento de Serviços Corporativos (ESM).

Uma Central de Serviços Compartilhados (CSC) é uma unidade dedicada a centralizar atividades administrativas e operacionais de diferentes áreas em uma estrutura única e profissionalizada. Ao adotar esse modelo, a empresa elimina silos, aumenta a visibilidade sobre os processos e cria uma operação integrada, orientada por eficiência, governança e experiência do colaborador.

O que é uma Central de Serviços Compartilhados (CSC)

Uma Central de Serviços Compartilhados (CSC) é um modelo operacional que centraliza e padroniza a entrega de serviços internos de múltiplas áreas em uma única estrutura organizacional, atuando como provedora para os “clientes internos” da empresa. Ao consolidar funções administrativas e de suporte, o CSC reduz duplicidades, gera ganhos de escala e permite que as áreas de negócio concentrem esforços em iniciativas estratégicas.

Dentro de um CSC moderno, é comum encontrar a integração de diversas áreas críticas, como serviços compartilhados RH, financeiro, compras, jurídico e facilities, sem que a Tecnologia da Informação domine o tema, mas sim participe como uma das verticais de serviço. No contexto de serviços compartilhados financeiro, por exemplo, a unidade pode gerenciar desde reembolsos de despesas até contas a pagar de múltiplas filiais; enquanto compras centraliza o poder de barganha com fornecedores para reduzir custos unitários. O setor de serviços compartilhados de facilities lida com manutenções prediais e limpeza, garantindo que o ambiente de trabalho em todas as unidades geográficas siga o mesmo padrão de qualidade e conformidade.

Quando faz sentido criar um CSC (e quando não faz)

A criação de um CSC faz sentido quando há alto volume de solicitações repetitivas, múltiplas filiais operando sem padrões claros e processos que variam de unidade para unidade. Sinais como falhas recorrentes em auditorias, falta de visibilidade operacional e impactos negativos na experiência do colaborador indicam que a centralização pode gerar ganhos relevantes de eficiência e governança.

Por outro lado, se o foco está apenas na redução de custos de curto prazo, sem revisão de processos e sem uma estrutura sólida de governança, a implementação de shared services fica sem sentindo. Centralizar “só por centralizar”, sem fluxos bem definidos e sem gestão adequada da mudança, tende a criar novos gargalos e aumentar a insatisfação das áreas atendidas.

Empresas com múltiplas unidades, presença em diferentes estados ou alta complexidade operacional tendem a se beneficiar mais do CSC, pois conseguem padronizar cultura e níveis de serviço em escala nacional. Ainda assim, o sucesso depende de maturidade organizacional, patrocínio executivo forte e uma estratégia clara de gestão da mudança e comunicação.

CSC vs. Central de Serviços (TI): diferenças rápidas

Embora utilizem lógica semelhante de atendimento, o CSC é orientado a processos de negócio multiárea, enquanto a central de serviços de TI foca na resolução de incidentes e demandas relacionadas à infraestrutura e suporte tecnológico.

  Central de Serviços Compartilhados (CSC)  Central de Serviços de TI (Service Desk) 

Objetivo principal

Centralizar processos de suporte ao negócio (RH, Finanças, Compras).  Restaurar a operação normal dos serviços de TI e suporte tecnológico.
Escopo de atuação Multiárea e transversal a toda a organização, seguindo o modelo ESM.  Focado em ativos de tecnologia, sistemas, software e infraestrutura de hardware.
Usuários atendidos Todos os colaboradores internos em suas necessidades administrativas diárias. Usuários de sistemas e equipamentos tecnológicos que dependem da infraestrutura de TI.
Tipo de demanda Reembolsos, admissões, compras, manutenções, contratos e certidões.  Incidentes técnicos, problemas de acesso, trocas de equipamentos e bugs.
Métricas chave Tempo de ciclo do processo, satisfação do colaborador, custo operacional e retrabalho. Tempo médio de reparo (MTTR), disponibilidade e cumprimento de SLAs técnicos.

 

 Fundamentos do CSC no Brasil: escopo, governança e padronização

O sucesso de um centro de serviços compartilhados no Brasil começa com uma definição de escopo estruturada por ondas de implementação, priorizando estabilidade e controle. Iniciar com uma ou duas áreas de maior impacto, como Financeiro ou RH, permite gerar resultados rápidos e ajustar o modelo antes de expandir para funções mais complexas.

A governança exige a definição clara de responsáveis por processo, com autoridade para manter padrões e promover melhorias contínuas. Também é fundamental estabelecer regras objetivas de priorização, fluxos de aprovação bem definidos e SLAs e níveis de serviço acordados com as áreas atendidas.

A padronização sustenta os ganhos de escala ao garantir que as atividades sejam executadas de forma consistente em todas as unidades. Com processos uniformes e apoio da tecnologia, o centro de serviços compartilhados reduz retrabalho, aumenta a previsibilidade e libera a equipe para atuar de forma mais estratégica.

Pessoas e papéis

A estrutura de um CSC deve contar com um sponsor executivo, responsável por remover barreiras entre áreas e garantir alinhamento estratégico. Já o gestor do CSC lidera a operação no dia a dia, coordenando líderes por área e acompanhando o desempenho e engajamento da equipe.

A operação é formada por especialistas nos processos de cada área, com foco em eficiência e qualidade no atendimento interno. Papéis dedicados à qualidade e melhoria contínua analisam indicadores, promovem ajustes e asseguram o cumprimento dos padrões definidos na governança.

Processos e SLAs internos

A padronização das entradas é o primeiro passo para garantir que toda solicitação chegue com informações completas e prontas para execução. Isso reduz retrabalho, evita trocas desnecessárias de mensagens e aumenta a produtividade da operação.

Critérios claros de prioridade, prazos definidos e regras de escalonamento estruturam o fluxo de atendimento sem depender de promessas informais. Esses acordos devem sustentar os SLAs e níveis de serviço com base na capacidade real da equipe e no monitoramento contínuo dos resultados.

Como implementar um CSC em 8 passos (do zero à operação)

Implementar uma central de serviços compartilhados exige planejamento estruturado, combinando revisão de processos, pessoas qualificadas e tecnologia adequada para garantir uma transição eficiente sem comprometer a operação.

A seguir, veremos os 8 passos essenciais para implementar um CSC com sucesso.

  1. Diagnóstico: realize um levantamento detalhado dos processos atuais, volumes de demanda e custos fragmentados em todas as unidades da empresa para identificar as maiores oportunidades de centralização.
    • Checklist: validar o apoio da diretoria, mapear os sistemas legados e identificar os processos com maior índice de retrabalho.
  2. Desenho do Modelo: defina a estrutura organizacional, escolhendo se o CSC será físico, virtual ou híbrido, e quais áreas serão incluídas na primeira onda de migração.
    • Checklist: estabelecer o organograma, definir a localização estratégica e criar o plano de comunicação para os colaboradores.
  3. Padronização: desenhe os novos fluxos de trabalho unificados, eliminando etapas burocráticas e garantindo que o processo seja o mesmo para todas as filiais.
    • Checklist: documentar os procedimentos operacionais padrão (SOPs) e validar os novos fluxos com os responsáveis.
  4. Configuração Tecnológica: implemente uma plataforma de Gerenciamento de Serviços Corporativos (ESM) que permita automatizar de fluxos e gerenciar vários departamentos em uma interface unificada.
    • Checklist: configurar campos obrigatórios, fluxos de aprovação e regras de roteamento automático de chamados.
  5. Projeto Piloto: inicie a operação com um escopo reduzido para testar a eficiência dos fluxos, a tecnologia e a adaptação da equipe operacional antes da expansão total.
    • Checklist: coletar feedback dos usuários do piloto, ajustar prazos de SLA e corrigir possíveis falhas na automação.
  6. Lançamento (Go-live): realize a migração definitiva das áreas planejadas, desativando os canais de atendimento antigos e direcionando todas as demandas para o novo portal do CSC.
    • Checklist: garantir suporte extra na semana de lançamento e reforçar o treinamento com os colaboradores das unidades atendidas.
  7. Adoção e Engajamento: monitore a utilização das ferramentas e promova campanhas internas para incentivar o uso do autoatendimento, reduzindo a dependência de interações humanas para dúvidas simples.
    • Checklist: analisar a taxa de adesão ao portal, medir a satisfação inicial e identificar defensores do modelo nas áreas de negócio.
  8. Melhoria Contínua: estabeleça um ciclo de revisão de métricas para identificar novos gargalos, otimizar automações e expandir o escopo do CSC para novas áreas da organização.
    • Checklist: realizar reuniões mensais de governança, atualizar a base de conhecimento e priorizar melhorias com base no volume de chamados repetitivos.

Como implementar um CSC com o InvGate Service Management

Para implementar um CSC com eficiência e segurança, é fundamental contar com uma plataforma unificada como o InvGate Service Management, que permite gerenciar múltiplos departamentos com controle de acesso e automação no-code. Vamos ver como fazer isso:

1) Estruture departamentos, grupos e filas por área

Você pode configurar departamentos, grupos e filas específicas para cada área de negócio, como RH, Financeiro, Compras e Facilities, sem perder a visão unificada do fluxo de trabalho. A plataforma permite definir grupos alinhados à estrutura organizacional e criar regras automáticas de roteamento e priorização, assegurando que as solicitações sejam direcionadas ao time certo e que a governança do CSC seja mantida de forma eficaz.

2) Padronize a entrada com formulários e campos obrigatórios

Para eliminar o retrabalho causado por solicitações vagas, a plataforma permite criar formulários personalizados com campos obrigatórios específicos para cada tipo de serviço, garantindo que o analista do CSC receba todas as informações necessárias para agir imediatamente.

Através das funcionalidades de personalização e capacidades, é possível configurar menus extensíveis e lógicas condicionais que adaptam o formulário conforme o usuário preenche os dados, tornando a experiência de abertura de chamados simples e à prova de erros.

3) Automatize aprovações e handoffs com workflows

Automatize aprovações e handoffs de processos como reembolso, compras, pedidos de acesso e manutenção usando um criador visual de workflows sem código. No InvGate Service Management você modela rotas, controles de condição e etapas de aprovação em um fluxo padronizado, garantindo que cada solicitação siga o caminho certo com notificações e ações automáticas integradas.

4) Defina SLAs e alertas por tipo de solicitação

A gestão da performance é garantida pela definição de SLAs baseados em regras que consideram o impacto e a urgência de cada serviço, enviando alertas automáticos aos agentes e supervisores quando um prazo está próximo do vencimento. É possível configurar múltiplos cronômetros de SLA para uma única solicitação, medindo separadamente o tempo de resposta inicial e o tempo total de resolução para identificar gargalos em etapas específicas do processo.

5) Ative portal de autoatendimento e base de conhecimento

A redução drástica no volume de chamados repetitivos é alcançada através de um portal de autoatendimento unificado, onde o colaborador encontra uma base de conhecimento inteligente que sugere soluções enquanto ele digita sua dúvida.

A InvGate utiliza inteligência artificial para transformar tickets resolvidos em novos artigos de conhecimento, alimentando um ciclo de suporte proativo que empodera o funcionário a resolver questões simples de forma independente e instantânea.

6) Monitore operação com dashboards e relatórios

A tomada de decisão baseada em dados reais é simplificada por dashboards analíticos que oferecem visibilidade total sobre o backlog do CSC, os tempos de atendimento por área e o nível de satisfação dos colaboradores em tempo real. Os gestores podem configurar relatórios automáticos que comparam a performance entre diferentes filiais e identificam quais processos estão gerando mais retrabalho, permitindo ajustes rápidos na operação para manter a eficiência do centro de serviços compartilhados sempre no topo.

Para garantir que a implementação ocorra sem surpresas, confira nossa demo e solicite a avaliação gratuita de 30 dias para testar todas as funcionalidades de ESM que você procura em um ambiente controlado antes de decidir.

Métricas que realmente importam em um CSC

Medir o sucesso de uma central de serviços compartilhados requer um conjunto de indicadores que reflitam tanto a saúde financeira quanto a qualidade percebida pelos usuários finais da organização.

  • Volume de solicitações: indica a demanda real por área, tipo de serviço e canal, ajudando a identificar gargalos e oportunidades de automação.
  • Tempo de primeira resposta: mede a agilidade inicial do atendimento e influencia diretamente a percepção de eficiência.
  • Tempo de resolução: mostra quanto tempo o CSC leva para concluir uma solicitação, revelando complexidade, dependências e eficiência operacional.
  • Cumprimento de SLA: avalia se os acordos de nível de serviço estão sendo respeitados, reforçando a previsibilidade e a confiança nas áreas atendidas.
  • Retrabalho e reaberturas: evidenciam falhas de processo, instruções incompletas ou resolução inadequada na primeira interação.
  • Satisfação do usuário (CSAT): reflete a experiência percebida e ajuda a equilibrar eficiência com qualidade do atendimento.
  • Custo operacional (como proxy): funciona como indicador de eficiência geral, relacionando esforço, recursos e volume atendido

Usar essas métricas de forma estruturada permite identificar padrões recorrentes e priorizar melhorias com maior impacto no negócio. Ao transformar insights em um backlog contínuo de evolução, no modelo Kaizen, o CSC passa a agir de forma proativa, direcionando esforços para onde há mais valor a capturar.

 

Erros comuns ao criar um CSC (e como evitar)

Um dos erros mais críticos na implementação de um CSC é tentar centralizar processos sem realizar a padronização prévia, o que resulta na transferência de ineficiências e vícios de trabalho de uma área para a outra. Além disso, permitir que existam exceções excessivas às regras de governança ou manter canais de atendimento paralelos (como e-mails pessoais e grupos de mensagens) mina a autoridade do centro de serviços compartilhados e distorce as métricas de performance.

A falta de investimento em treinamento para os agentes e de uma comunicação clara para os colaboradores também costuma gerar resistência à mudança, prejudicando a adoção do portal único e criando um clima de desconfiança sobre a eficácia do modelo. Por isso, as equipes precisam manter atenção constante a esses riscos desde o planejamento até a operação contínua do CSC, antecipando desvios e ajustando rotas antes que pequenas falhas comprometam a credibilidade e os resultados do modelo.

Perguntas frequentes

O que significa CSC?

O CSC é uma sigla para Central de Serviços Compartilhados, que representa uma unidade organizacional centralizada responsável por executar processos de suporte de diversas áreas, como RH, financeiro e compras, para toda a empresa.

Qual a diferença entre CSC e shared services?

Não há uma diferença conceitual significativa entre os termos; shared services é o nome do modelo de gestão internacionalmente reconhecido, enquanto CSC é o termo mais comum utilizado no mercado brasileiro para denominar essa estrutura.

Quais áreas normalmente entram primeiro em um CSC?

As áreas que costumam inaugurar um CSC são o Financeiro e o Recursos Humanos, pois possuem um alto volume de tarefas transacionais e repetitivas que são facilmente padronizáveis e geram ganhos de escala rápidos.

Como aumentar a adoção do portal único do CSC?

Para aumentar a adoção, a empresa deve garantir que o portal seja o canal mais fácil e rápido para obter suporte, desativando canais antigos e investindo em uma base de conhecimento que resolva dúvidas instantaneamente.

Quais métricas mostram que o CSC está melhorando a experiência do colaborador?

As métricas que melhor refletem essa evolução são o aumento nos índices de satisfação (CSAT), a redução nos tempos de espera para resoluções de problemas simples e a maior transparência sobre o status de cada solicitação via portal.

 

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